segunda-feira, 17 de maio de 2010
Avanços e Impasses da Democracia no Brasil
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Botequim: Palco de Cultura, Refúgio e Resistência... e de História
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
A Televisão e os Valores
Mas até que ponto tudo isso é correto? Por que atribuir à televisão a culpa por todas as mazelas sociais? Então, a educação, a moralidade, a ética e os valores em geral foram transformados pelos programas de televisão? Eles têm tanto poder assim? E por que não fazer uma análise mais profunda e compreender se os pressupostos elencados acima são realmente validados?
A televisão é um instrumento e, como todo instrumento, seu efeito será de acordo com o uso que se faz dela. Se abandonarmos o pensamento mítico e usarmos de nossa criticidade, poderemos "despersonificar" o aparelho “televisão” e atribuir aos verdadeiros culpados as transformações que vivenciamos. Somos nós que devemos cobrar qualidade e, quando não há, somos nós que devemos nos negar a participar. Agora, participamos quando reconhecemos que algo faz sentido e parte de nossa vida. Oras, se encontramos audiência para a banalidade, será que a banalidade não está presente em nossa vida e fazendo sentido? Será que a televisão não vem apenas refletir o que já está presente em nós. A dimensão criativa da televisão não é tão grande a ponto de transformar toda a sociedade num sopro só. Senão, seria muito fácil "consertar". Então exibiríamos sempre um programa considerado de "qualidade" e a sociedade tornaria uma sociedade de "qualidade". Mas não é bem assim que funciona. Há muito elemento envolvido. É apropriando-se adequadamente de um instrumento que teremos respostas adequadas. E os adjetivos "adequados" e "qualidade" são muito pessoal, subjetivo que não me atrevo a determinar padrões. O que para mim é qualidade, para outros, não.
domingo, 1 de novembro de 2009
Redescobrindo a Segunda Guerra
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
É preciso reconceituar o jornalismo
Essas podem dispor de toda a grana do mundo, de carro com motorista, dos gravadores mais caros, das melhores rotativas, de alta tiragem e de toda a publicidade que o dinheiro pode comprar. No entanto, se não forem instituições jornalísticas, elas dificilmente se aproximarão da realidade da favela, isso quando não a distorcem completamente.
Existem outros exemplos para além da questão da favela. É o caso dos venenos produzidos pelas Monsantos da vida, que nunca são denunciados pelas corporações de mídia. Ou da retomada dos movimentos de libertação na América Latina, vistos como “ditatoriais”; a perseguição aos movimentos sociais e aos trabalhadores em geral; a eterna criminalização da política, de modo a manter as instituições públicas apequenadas frente ao poder privado. Enfim, você pode olhar sob qualquer ponto de vista que não vai enxergar Jornalismo.
Isso precisa ficar bem claro. Claro como a luz do dia. Para que as corporações pareçam ridículas quando proclamarem delírios do tipo: “somos democráticas”, “únicas com capacidade de fazer jornalismo”, “imparciais” e por aí vai. Fazer Jornalismo não tem esse mistério todo. Em síntese, é você contar uma história. Essa história deve ter alguns critérios que justifiquem sua publicação. Alguns deles aprendemos nas faculdades e são válidos; outros são ensinados, mas devem ser vistos com cautela. E outros simplesmente ignorados. Mas, no fundo, o importante é ser fiel ao juramento do jornalista profissional: “A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na sua luta por dignidade”.
Essa frase, quase uma declaração de amor, não é minimamente observada pelas corporações de mídia. Vejamos: elas não têm espírito de missão, não respeitam nada, nem as leis, estimulam o preconceito, discriminam setores inteiros da sociedade, violam os direitos humanos e não sabem o significado da palavra “dignidade”.
Mas por que o Jornalismo é tão importante para uma sociedade? Porque hoje, devido ao avanço tecnológico dos meios de comunicação – são praticamente onipresentes nas sociedades contemporâneas –, a mídia assume uma posição privilegiada no tocante à produção de subjetividades. Ou seja, a mídia, mais do que outras instituições, adquire enorme poder de produzir e reproduzir modos de sentir, agir e viver. Claro que somos afetados por outras instituições poderosas, como Família, Escola, Forças Armadas, Igreja, entre outras, mas a mídia é a única que atravessa todas as outras.
Fica claro, portanto, que uma sociedade será melhor ou pior dependendo dos equipamentos midiáticos nela inseridas. Se forem instituições jornalísticas sólidas e competentes, mais informação, dignidade, mais direitos humanos, mais cidadania, mais respeito, mais democracia. Se forem corporações pautadas pelo lucro, ou seja, entidades não-jornalísticas, menos informação, menos dignidade, menos direitos humanos, menos cidadania, menos respeito, menos democracia.
É por isso que eu sempre digo aqui, neste modesto, porém Jornalístico espaço: as corporações de mídia precisam ser destruídas, para o bem da humanidade! Em seu lugar vamos construir instituições jornalísticas. Ponto.
Revista Caros Amigos - Outubro de 2009.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Machu Picchu 360 Graus
Continuando a série de postagens “empolgação Machu Picchu”, resolvi compartilhar um site muito legal que encontrei na net. Trata-se de um site com imagens em 360 graus de todos os setores do vale sagrado de Machu Picchu. Simplesmente uma aventura fantástica em que se pode conhecer toda a cidade, seus setores, suas construções e até o Wayna Picchu, aquela montanha que sempre vemos ao fundo de Machu Picchu, e tudo isso com a explicação de um guia virtual. O projeto, desenvolvido em parceria com o governo peruano, esboça um passeio pela Cidade Sagrada e nos permite conhecer um pouco mais sobre o modo de vida e as técnicas construtivas dos Incas. Para quem não terá o privilégio de conhecer Machu Picchu pessoalmente como eu, o site ajuda a suprir um pouco a curiosidade (lê-se ansiedade) de conhecer aquele lugar maravilhoso.
Visitem o site: http://www.mp360.com/index.php
Seguem alguns vídeos com imagens do Lago Titicaca, Montanha Chacaltaya, Vale De La Luna, Salar de Uyuni e Machu Picchu (com exceção de Salar de Uyuni, o restante faz parte do meu roteiro). "Hasta la vitória, siempre!"
Mochilão a Machu Picchu
Machu Picchu Parte I
Machu Picchu Parte II
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Machu Picchu: Programa de Índio?

Todos os dias eu me deparo com pessoas perguntando: Por que escolheu visitar Machu Picchu? Por que não vai para o Nordeste? Por que você não conhece o Brasil, que tem tantos lugares bonitos? Já que vai para o exterior, por que conhecer logo a Bolívia e o Peru? Não sei como tantas perguntas impertinentes me acontecem, mas para não parecer chato eu as respondo com certo grau de elegância.
Machu Picchu é, nada mais que, uma das sete maravilhas do mundo moderno, escolhida por milhões de votos em pesquisa mundial realizada pela internet no ano passado, ficando à frente até mesmo das pirâmides de Gizé, no Egito, da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque, e da Torre Eifel, em Paris. Além disso, foi uma cidade sagrada da Civilização Inca que serviu de refúgio para imperadores e membros da nobreza inca, principalmente no século XVI, com a chegada dos espanhóis, liderados por Francisco Pizarro, em Cuzco, a antiga capital inca. O vale sagrado de Machu Picchu permaneceu praticamente intocável ate 1911, quando o arqueólogo e historiador Hiram Bingham redescobriu a região. A cidade fica a 2400 metros de altitude, em meio a Cordilheira dos Andes, e foi construída com pedras que pesam toneladas e eram provenientes de outras regiões. O fato de a cidade ter sido construída com blocos de pedras encaixados perfeitamente sem nenhum tipo de “argamassa” numa região de tão difícil acesso já impressionaria qualquer pessoa. Entretanto, o que mais impressiona é que essas construções foram realizadas há mais de cinco séculos, sem o uso de tecnologia que dispomos hoje, por um povo que detinha avançados conhecimentos em arquitetura e astronomia. Enfim, a magia e beleza proporcionadas por Machu Picchu são incomparáveis.
Conheço algumas regiões do Nordeste brasileiro e posso afirmar que realmente temos um país com inúmeras belezas e possuímos um povo com diversificadas e ricas culturas. Mas, infelizmente, possuímos um governo passivo e impotente e que não cria incentivos para o turismo interno, o que nos leva a conhecer países vizinhos a um custo mais baixo que o próprio Brasil. Conheci Porto Seguro em janeiro deste ano e gastei em 9 dias quase a mesma quantia que irei gastar em 15 dias de viagem pela Bolívia e Peru. Eu vivo no Brasil, então a facilidade para conhecer meu país é muito maior e posso fazer isso em outras ocasiões. Já o vale sagrado de Machu Picchu corre risco de ser fechado para visitação devido ao turismo desenfreado e insustentável que vem sendo realizado na região nos últimos anos. O governo peruano precisa realizar um maior controle de visitação do vale sagrado, pois há turistas irresponsáveis e que depredam a região, que além de ponto turístico é também um importante sítio arqueológico.
A Bolívia e o Peru são dois países que compõem uma multiplicidade de culturas, mas que se resumem a um só continente, um só povo: os latino-americanos. Esses dois países, especificamente, são bem pobres economicamente, mas possuem os maiores índices de mestiços do continente e têm culturas riquíssimas, além de povos altamente hospitaleiros. Os belos lugares que pretendo conhecer, como o Rio Paraguai, Montanha Chacaltaya, Vale de La Luna, Tiahuanaco, Lago Titicaca, Isla Del Sol, Machu Picchu, entre outros, impressionam qualquer um e são de uma riqueza única.
Enfim, conhecer Machu Picchu não é somente conhecer a cidade sagrada dos Incas, é a realização de um sonho, de um objetivo que traço há anos. A magnitude de Machu Picchu é algo inexplicável, o contato com culturas distintas é uma experiência ímpar, respirar os ventos gelados que correm pela Cordilheira dos Andes e desfrutar de belezas naturais é algo que não tem preço.
Espero que seja uma viagem tão magnífica quanto meus sonhos. Vou até providenciar um diário de viagem para poder trocar experiências e postar no blog depois. Por enquanto, aguardo com ansiedade. Quem quer ir comigo?



