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domingo, 1 de novembro de 2009

Redescobrindo a Segunda Guerra




Em primeiro de setembro, foram completados setenta anos do início da Grande Guerra e, por isso, meu post é dedicado a esse acontecimento, caracterizado como o pior erro já cometido pela espécie humana.
Hoje em dia, a Segunda Guerra Mundial ainda é um dos temas mais importantes da História da humanidade. A exemplo da relevância e atualidade do tema, a National Geographic produziu um excelente documentário chamado Redescobrindo a Segunda Guerra, que aborda o conflito de uma maneira inovadora, visto pelas lentes das câmeras que filmaram as batalhas, os massacres e o dia-a-dia dos soldados e dos civis.
O documentário aborda desde a subida de Hitler ao poder e ascensão do nazismo na Alemanha até o fim da guerra com a tomada de Berlim, as bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasáki e a rendição do Japão. São mostradas as mais importantes batalhas, as estratégias das duas frentes de guerra, a frieza dos nazistas e do exército alemão, a obediência dos generais de Hitler, o Holocausto, etc. Porém, o que mais chama a atenção em Redescobrindo a Segunda Guerra é o convívio da população civil com os bombardeios, com a fome e, sobretudo, com o racismo.
Diferentemente da grande maioria dos documentários sobre Segunda Guerra, a série da Natgeo foi produzida exclusivamente com vídeos feitos durante a guerra e que foram coloridos por computador, dando maior credibilidade às cenas. A realidade substitui a dramatização, tornando o documentário o mais fidedigno possível.
O documentário cria condições para repensarmos sobre o imperialismo e o racismo, que foram os principais fatores que geraram a guerra, e nos permite compreender a História da Segunda Guerra sob o olhar daqueles que vivenciaram o conflito.
Mais que uma série, Redescobrindo a Segunda Guerra é um exercício de reflexão sobre o maior genocídio cometido pelo homem, que deixou mais de 50 milhões de mortos e inúmeros feridos em todo mundo.
Logo abaixo, há uma lista com todos os episódios do documentário, disponibilizado no youtube. Uma bela aula de história produzida pela Natgeo.

Redescobrindo a Segunda Guerra:
http://www.megaupload.com/?d=I8REA8XF

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Nação Fast Food


No último final de semana, durante prolongados momentos de “morgação”, eu assisti um filme muito interessante, chamado Nação Fast Food. O título do filme me chamou bastante a atenção e logo criei a antecipada idéia de que se tratava de uma crítica ao principal símbolo do modo de vida norte-americano: o fast-food. Ao assistir o longa-metragem, minha idéia foi corroborada. Porém, o enredo do filme não abordava somente os restaurantes de comida rápida, mas também analisava o ritmo desenfreado de produção de grandes corporações, a presença de imigrantes ilegais nos EUA e a exploração desses como trabalhadores prontos para realizar o “serviço sujo” que qualquer estadunidense se recusaria a executar.

A trama começa com Don Anderson, diretor de Marketing de uma rede de fast-food, tentando descobrir por que a carne que sua empresa oferece aos consumidores está contaminada. Para chegar à resposta, o filme leva o espectador a um passeio pelas mazelas e contradições do capitalismo. Vemos um mundo que, na busca desenfreada pelo lucro, desrespeita a vida, a dignidade e a ética.

Além disso, o filme, produzido em 2006 e baseado no livro Fast Food Nation, de Eric Schlosser, retrata o drama pessoal de várias personagens ao mesmo tempo: imigrantes ilegais morrendo na travessia da fronteira norte-americana ou vivendo em condições subumanas de trabalho; empregados de uma corporação, responsável pela produção de hambúrgueres para redes de fast-food, enfrentando elevados níveis de acidentes de trabalho, causados pelo acelerado ritmo de produção e demanda de um sistema globalizado; empregados de umas das filiais da rede alimentícia submetidos à alienação e à vigilância constante da empresa; ativistas ambientais na luta contra os confinamentos e as práticas de abate cometidos aos animais; mulheres se prostituindo em troca de favores; pessoas consumindo drogas motivadas pela miséria... Enfim, várias temáticas são abordadas dentro do universo de Nação Fast Food.

Entretanto, o longa-metragem não se trata de um forte candidato ao Oscar ou um DVD que não pode faltar na prateleira, mas o filme é bem interessante e possui cenas comuns ao mundo capitalista e que muitas vezes não estamos acostumados a ver. A montagem do roteiro, a meu ver, deixa um pouco a desejar. Por outro lado, a crítica ambiental e social do filme é bastante eficaz e faz com que o mesmo seja um ótimo recurso para nossa reflexão. A crítica aos restaurantes de fast-food também é superficial se comparada com o filme Super Size Me, do diretor Morgan Spurlok, produzido em 2004 – filme que retrata a obesidade nos EUA com irreverência e que aponta as redes de fast-food como as principais vilãs do problema.

Não quero criar uma ideologia anti-capitalista, anárquica, ou convencer alguém de deixar de comer em restaurantes de fast-food, até mesmo porque acho que isso seria uma contradição e uma hipocrisia ao próprio mundo em que eu vivo – não sou contra os fast-foods, mas prefiro mil vezes um X-Tudo de pitdog que um Big-Mac semi-digerido e mais caro. Também não quero me passar por um ativista ambiental – eu sou contra algumas formas de confinamento e técnicas cruéis de abate de animais, mas sou carnívoro e aficionado por churrasco. Em suma, minha intenção com esse post era apenas sugerir um filme interessante e que mostra claramente o american way of life e as contradições de uma nação emergida na globalização e no desenfreado e insustentável crescimento industrial. Faça umas pipocas e bom filme.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Guerrilha do Araguaia - As Faces Ocultas da História

Saudações! Gostaria de pedir desculpas aos meus amigos e visitantes do blog pela demora ao postar. Infelizmente a preguiça, a falta de leitores, as críticas destrutivas e a falta de tempo me impediram de postar nos últimos dias. Vou procurar postar com mais frequência, até porque meu blog foi divulgado no site Verdade Sufocada e tenho recebido alguns visitantes interessados no conteúdo nos últimos dias.

Mudando de assunto... Hoje meu post tem a intenção de divulgar um filme produzido pela DOC TV (TV Cultura) que parece ser bem interessante, e que concorreu ao FICA deste ano: Guerrilha do Araguaia - As Faces Ocultas da História. No mês de setembro, o Cine Cultura (na Praça Cívica) exibiu o filme, mas um erro de divulgação do jornal O Popular me fez perder a oportunidade de vê-lo, pois no dia em que fui assisti-lo estava passando outro documentário sobre a Estrada de Ferro Goiás, chamado Café com Pão, Mateiga Não (Muito bom por sinal, e que eu já havia assistido).

O vídeo acima é um trailer do filme, mas dá pra ter noção do conteúdo. Não vejo a hora do filme ser disponibilizado para venda no site da Cultura. Por enquanto... só roendo as unhas.

Sinopse (fonte: http://guerrilhadoaraguaia-documentario.blogspot.com):

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo divide-se: capitalista ou comunista, e vê-se perdido no terror psicológico dessas duas ideologias - é a guerra fria.

No início dos anos 60 vivia-se um ambiente revolucionário, com uma nova onda do comunismo espalhando-se pelo mundo. No Brasil, o PCB divide-se. A ala mais radical resgata a sigla PC do B, faz a opção pela luta armada e alia-se à China. A região escolhida para a implantação da guerrilha rural é o Bico do Papagaio, mais precisamente as margens do rio Araguaia, à época uma das regiões mais isoladas do país. É para lá que são enviados militantes, a partir de 1967. O endurecimento da ditadura militar, com a instauração do AI 5, em 1968, leva para a luta armada muitos militantes, em especial estudantes jogados na clandestinidade. Eles constituirão a maioria dos quadros guerrilheiros.

Guerrilha do Araguaia - As faces Ocultas da História” revela a verdadeira face da história, tentando trazer à luz aquilo que foi escondido pelos militares e pelo comando da guerrilha, neste episódio cheio de mistérios e silêncios, onde 59 guerrilheiros enfrentaram 10 mil militares durante 2 anos de luta, na maior operação militar brasileira desde a Segunda Guerra Mundial.

Ficha Técnica
Duração: 55 minutos
Ano: 2007
Direção: Eduardo Castro
Co-produção: Eduardo Castro – Ana Cristina Evangelista / Idéia
Produções / TV Brasil Central
Pólo DOCTV Goyaz